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Ópera Bodas de Fígaro, de Mozart, tem figurino reciclável e reaproveitamento de mais de 500 quilos de materiais

Indústria e comércio de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, fizeram a doação de plástico e tecido para cenografia e roupagem dos artistas.
A Ópera Bodas de Fígaro, que será apresentada por alunos e professores do Festival Internacional FEMUSC, tem a sua estreia amanhã dia 28, ela   está sendo produzida com recicláveis e reaproveitamento da sobra de material da indústria e do comércio de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.
Mais de 500 quilos de materiais já foram doados por sete empresas da cidade. Os produtos são sobras da fabricação de chapéus e roupas, além de um tecido sintético de alta tecnologia oferecido por uma empresa fabricante de paraglider (equipamento de voo livre), que vai compor todo o cenário da apresentação musical.
A perucaria dos cantores, por exemplo, está sendo produzida com garrafa pet de 5 litros juntamente com feltro reutilizado;
já os cachos de cabelos dos artistas é resultado de um trabalho artístico feito com PVC usado para expor produtos nas gôndolas de supermercados.
A ideia completa de sustentabilidade é do figurinista e cenógrafo do FEMUSC, Márcio Paloschi, que explica:
“Faço pesquisas de esgotamento dos materiais, ou seja, estudo o produto e imagino todas as possibilidades de uso. Descaracterizo o que já foi aproveitado e dou outro sentido ao material. É um ecossistema criativo e sustentável”, detalha Paloschi.
O figurinista também aplica o chamado “upcycling” nas vestimentas dos artistas da ópera.
A prática é conhecida pela criação de novos produtos sem desintegrar peças antigas.
No caso das Bodas de Fígaro, saias femininas de espetáculos anteriores se tornaram capas de vestidos das novas personagens.
“Essa cadeia de resignificação e de reaproveitamento é fundamental para o meio ambiente e aplico desde que sou jovem, quando participava de congressos de educação ecológica”, relembra Paloschi.
Após o espetáculo, parte do material utilizado na ópera será encaminhado para uma escola de samba do Rio Janeiro e para uma ONG de Jaraguá do Sul que produz enxovais para crianças.
 “A economia circular não para por aqui”, finaliza o profissional.
Folha

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