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Seminários em Imbituba e Joinville capacitam alunos com deficiência e autismo

Mais de 800 pessoas participaram dos eventos realizados pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Alesc promoveu dois grandes eventos na última semana voltados à capacitação de profissionais de educação, familiares e representantes de entidades.  Em Joinville, cerca de 450 participantes acompanharam o seminário “Transtorno do Espectro Autista: Diagnóstico, Família, Conscientização e Inclusão”. Já em Imbituba, mais de 350 pessoas participaram do seminário “Caminhos para a inclusão escolar e estratégias pedagógicas”. A comissão realizará novos eventos em junho. Inscrições serão feitas pelo site da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira.

“É para isso que a comissão existe, para levar conhecimento, informação de qualidade às pessoas. Essa é a nossa missão”, afirmou o deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), que preside a comissão. Ele destacou que em 2019 os eventos reuniram 26 mil pessoas no estado, com o trabalho prosseguindo até mesmo durante o período mais grave da pandemia de Covid-19, quando passou a ser feito por meio de videoconferências.

O parlamentar defendeu ações para o diagnóstico precoce e diminuição de burocracia para que alunos com deficiência tenham a garantia de mais um professor em sala de aula.  Ele também enfatizou a importância da capacitação diante dos avanços tecnológicos e da pesquisa na área da educação especial e o grande número de participantes.

“Em Joinville levamos muito conhecimento sobre autismo. Em Imbituba, discutimos os avanços da neurociência para o processo de aprendizagem da pessoa com deficiência. São momentos em que temos a oportunidade de discutir os melhores caminhos, as melhores formas, sempre respeitando o direito de todos e buscando a inclusão. Presencialmente, cerca de 800 pessoas participaram das capacitações. Mas o público envolvido é muito maior, já que os seminários foram transmitidos no canal da Escola do Legislativo no Youtube. ”

Imbituba
Os participantes do seminário realizado em Imbituba, na quinta-feira (28), tiveram a oportunidade de assistir à palestra de Luciana Motas Dias Brites. Doutoranda e mestra em Distúrbios do Desenvolvimento, pedagoga, psicopedagoga, psicomotricista, especialista em Educação Especial e CEO do Instituto NeuroSaber, ela afirmou que a ideia central é mostrar que quando se entende como o cérebro funciona passa a ser possível estabelecer melhores perspectivas de aprendizagem. “No caso da educação inclusiva, isso é mais importante, pois cada transtorno tem sua particularidade. Por isso é tão importante entender a fundo como essas pessoas aprendem”, explicou.

Luciana deixou claro ainda que as capacitações têm grande importância. “A educação baseada em evidência, no mundo inteiro, acaba sendo muito desenvolvida. Quando se fala em neurociência, todos os dias aparecem coisas novas, estudos neurocientíficos mais elaborados. Por isso, capacitações como esta trazem para a sala de aula informação de ponta. E os professores que estão lá entre os alunos precisam estar muito bem capacitados.”

Joinville
Já o destaque do seminário realizado no dia 24, em Joinville foi a palestra do psicólogo mineiro José Raimundo Facion, que abordou diversas questões relacionadas ao autismo, tais como causas, formas de diagnóstico, graus de intensidade e métodos de tratamento. O especialista, que possui pós-doutorado em Transtorno do Espectro Autista realizado na Alemanha, afirmou que, após diversos anos estagnado, o estado de Santa Catarina voltou a evoluir no que diz respeito ao atendimento às pessoas com deficiência, sobretudo por meio do aprimoramento da legislação ligada ao tema, das condutas terapêuticas e pedagógicas de tratamento, e do aumento do número de entidades como AMAs e Apaes.

Para ele, o maior desafio agora é disseminar este conhecimento específico entre a sociedade, o que, a seu ver, possibilitaria que a inclusão da pessoa com autismo acontecesse de forma mais natural e humanizada. “Entendo que, quanto mais nos apropriarmos de conhecimentos técnicos e científicos, quanto mais nós soubermos não só das origens, mas também daquelas condutas que são mais eficazes no tratamento, tanto terapêutico quanto psicoeducacional, evidentemente mais inclusão nós vamos promover em Santa Catarina. E hoje é mais um passo para isso.”

Folha

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