FOLHA METROPOLITANA Jornal diário de Joinville e Araquari

Quem SomosAnuncieContato

   jornalismo@folhametropolitana.com

Retalhos do Bem evita que 6 toneladas de resíduos têxteis sejam encaminhadas para aterro

Cerca de seis toneladas de resíduos têxteis que seriam encaminhados a aterros sanitários próprios ganharam um novo destino graças ao projeto Retalhos do Bem, uma iniciativa da Federação das Indústrias (FIESC), por meio do programa Eu Voluntário, em parceria com a indústria têxtil de Joinville, que visa reaproveitar as sobras de tecidos poluentes. O projeto foi destaque em homenagem realizada pela Federação nesta segunda-feira (4) a voluntários e empresas apoiadoras do Eu Voluntário. Participaram do evento o desembargador Sérgio Izidoro Heil, coordenador da Infância e Juventude do TJSC e o presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses, Marcelo Pizolati. Quase 600 voluntários atuaram em projetos sociais por meio de

Retalhos do Bem

Os retalhos doados pelas empresas Tecelagem Norte Catarinense e Döhler viraram lençóis e fronhas confeccionadas por voluntários. As peças serão doadas aos serviços de acolhimento atendidos pelo programa Novos Caminhos e às casas de idosos de Santa Catarina. A empresa Daniela Tombini, de Caçador, também abraçou a causa e incentivou seus colaboradores a serem voluntários do projeto. Foram confeccionadas mais de 300 fronhas que serão destinadas para os serviços de acolhimento do estado. Em Joinville, as empresas receberam placas de homenagem do vice-presidente regional da FIESC Evair Oenning.

Evair Oening destacou que o Retalhos do Bem está em sintonia com a estratégia ESG “Quando falamos de responsabiilidade social, falamos de ESG, não apenas de teoria. Precisamos transformar ideias em ações que norteiam as três letras do ESG. `Para iniciarmos este projeto precisamos de industrias e o G de governança mostra empresas familiares tradicionais preocupadas no processo de sucessão e no processo social com o meio ambiente. Em relação ao E, da Responsabilidade Ambiental, deixamos de colocar cerca de 6 toneladas no aterro sanitário. Isso envolve não so o custo do aterro, mas que a nossa natureza deixou de receber um residuo que demora pelo menos 400 anos para se decompor. E o S, do social, mostra residuos texteis se transformando em lençois e fronhas que serão entregues às casas de acolhimento de SC de diversas regiões do estado”.

Programa Eu Voluntário

Cerca de 600 catarinenses atuaram em 2021 como voluntários em projetos sociais de todo o estado. “O catarinense tem, por espírito, ser associativista, voltado às questões humanitárias, e essa é uma das razões pelas quais temos tantas pessoas agindo em prol do próximo. Queremos mobilizar mais pessoas ainda para atuar em benefício do próximo”, destacou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

Além dos voluntários, a entidade chancelou com o selo ‘empresa amiga’ 61 apoiadoras do programa Eu Voluntário. O desembargador Sérgio Izidoro Heil, coordenador estadual da Infância e Juventude do TJSC, afirmou que são mais de 210 casas de acolhimento no estado que serão beneficiadas pelo projeto Retalhos do Bem. “Já estamos colhendo frutos extraordinários permitindo que nossas crianças e adolescentes possam voltar a sonhar e a acreditar em uma vida melhor, repleta de oportunidades. É tempo de muita dificuldade, pós-pandemia, mas devemos ter fé no amanhã. Ontem essas crianças e adolescentes estavam vivendo sem esperança, hoje estão sendo capacitados para integrar uma sociedade mais justa e um mundo mais promissor e digno”, pontuou.

Marcelo Pizolati, presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses, lembrou da representatividade das entidades que integram iniciativas como esta. “Temos essa responsabilidade de fazer algo importante e creio que esses programas têm esse papel de facilitar o ingresso dessas crianças na sociedade. Reafirmo aqui a nossa disposição para a parceria”, disse.

 Elabora SC tem R$ 800 mil em projetos que visam captar recursos via incentivo fiscal

Voluntários do projeto Elabora SC apoiaram instituições catarinenses na elaboração de projetos sociais a serem submetidos às leis de incentivo. Em 2021, a iniciativa reuniu 47 voluntários em todo estado. Como resultado, já estão em elaboração mais de R$ 800 mil em projetos para as leis federais de incentivo fiscal. Representando todos os voluntários do programa da FIESC, Jeferson Ferrari, de Jaraguá do Sul, recebeu do vice-presidente regional da FIESC, Célio Bayer, o boton de homenagem. Ele compartilhou o seu conhecimento e experiências nas leis de incentivo junto aos voluntários e organizações de Jaraguá do Sul.

O assessor de responsabilidade social da FIESC, Sandro Volpato, lembrou que cada vez mais empresas estão investindo em programas de voluntariado. “Agindo assim, elas impulsionam o desenvolvimento de habilidades como liderança, trabalho em equipe, provocando o sentimento de orgulho e pertencimento das pessoas envolvidas. O voluntário percebe que está fazendo a diferença e se sente valorizado fazendo parte das ações”, afirmou.

Evandro Badin, diretor-executivo da Junior Achievement Santa Catarina, falou da importância do voluntariado, destacando que “a gente aprende e se determina a fazer algo pelo outro por meio do exemplo”. Para ele, clubes de serviço, como o Rotary e o Interact, são oportunidades de servir, especialmente para os jovens.

Folha

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.