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Produção catarinense ganha destaque na 4ª edição do Festival Internacional de Cinema de Joinville

Além do premiado e aclamado longa Porto Príncipe, um dos filmes convidados desta edição, Festival Internacional de Cinema de Joinville também terá Mostra dedicada ao cinema produzido em Santa Catarina.

A 4ª edição do Festival Internacional de Cinema de Joinville que inicia na próxima semana, segunda-feira (17), e vai até sábado (22), terá como nas edições anteriores, uma programação exclusiva voltada a produção cinematográfica catarinense, entre curtas, documentários e média metragens premiados nacionalmente e internacionalmente, com curadoria do cineasta Juliano Lueders. As exibições acontecerão na sexta-feira (21), no auditório da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, a partir das 19h30. O projeto é financiado pelo Prêmio Catarinense de Cinema da Fundação Catarinense de Cultura – FCC, através da Lei Paulo Gustavo. O JIFF é um palco para a produção cinematográfica independente, destacando talentos regionais e nacionais. É uma oportunidade imperdível para novos cineastas exibirem suas obras e conectarem-se com profissionais da indústria cinematográfica, fomentando a inovação e a criatividade no cenário audiovisual brasileiro, por isso a inserção de filmes produzidos fora do eixo Rio / São Paulo é muito importante. Na lista de exibições da Mostra Catarina, o documentário “Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ” dirigido pela arqueóloga Walderes Coctá Priprá, Barbara Pettres e Flávia Person, reconstrói, em imagens de arquivo, poemas, cantigas e entrevistas, parte da história do povo Laklãnõ/Xokleng, que habitava os três estados Sul do país. Perseguido por bugreiros pagos pelo Estado e por colonizadores, dizimado por doenças e mudanças no seu modo de vida, foi praticamente extinto, restando apenas 106 pessoas nas primeiras décadas do século XX. O título, na língua Laklãnõ, não tem tradução literal, significa algo como Resistência Laklãnõ. O documentário foi vencedor do É tudo verdade/ Prêmio Canal Brasil, sendo que ganhou ainda os prêmios de Melhor Filme da Mostra Ambiental no 30o Festival de Cinema de Vitória, Melhor Documentário no 6o FECSTA – Festival de Cinema de Santa Teresa – Espírito Santo, 2o lugar Mostra de Documentário do 2 Festival Nacional de Cinema de Chapecó e Melhor Filme Mostra Catarina no 13o Festival Internacional de Cinema de Balneário Camboriú. Em 2024, foi indicado e é um dos pré-selecionados ao Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro. Ao todo, são 34 festivais e mostras no Brasil, Canadá, Reino Unido, Chile, França, Alemanha e Argentina. Fazem também parte da programação da Mostra Catarina a estreia nacional de “Museu de si mesmo” com roteiro e direção de Ricardo Weschenfelder, o premiado “Reflexo do meu nome” com direção e roteiro de Vini Poffo e Sillas H, “Cadê o Bruno” com direção de Bruno Peixoto, “Bloco dos Corações Valentes”, já exibido em vários festivais pelo mundo, com direção e produção de Loli Menezes. A mostra contará ainda com: “Magnético”, documentário dirigido por Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt, que narra a pequena cidade de Ipuaçu, no oeste de Santa Catarina, reconhecida como a capital nacional dos agroglifos. Além dos filmes que farão parte da Mostra Catarina, na programação de longas nacionais convidados, o premiado e elogiado “Porto Príncipe”, sendo a estreia da cineasta catarinense Maria Emília de Azevedo em longas, já tendo conquistado muito sucesso por ande passou, como 47ª edição do Festival Internacional de São Paulo, 30º Festival de Cinema de Vitória, foi o grande vencedor da 27ª Mostra de PE, levando para casa os prêmios de Melhor Filme da Mostra Competitiva de Longas-metragens e de Melhor Ator para Diderot Senat, além de Portugal e França entre outros. A ideia do filme surgiu da observação de grupos de haitianos em um bairro de Santa Catarina, onde a diretora e o roteirista, Marcelo Esteves, moravam. Em um período de grande imigração de haitianos para o Brasil, muitos escolhiam as cidades no estado de colonização essencialmente alemã, italiana, pomerana e outras. Curiosos, a dupla tentava imaginar como seria a relação entre estas pessoas de origem cultural tão diversa. “Era passado o avassalador terremoto de 2010 e números significativos de haitianos chegavam a Santa Catarina. Observamos intrigados que, o grupo, o qual encontrávamos em alguns horários no terminal de ônibus era tornado invisível durante o cotidiano deste bairro. Eram somente em alguns horários e, sempre no terminal de ônibus que os víamos. Não nas ruas, lojas, bares ou mercados. Isto aguçou a nossa curiosidade e imaginação”, compartilhou Maria Emília, que também é professora do curso de cinema e audiovisual da Universidade do Sul de Santa Catarina e dirigiu, entre outros, os curtas “Alva Paixão” (1995), “Roda dos Expostos” (2001), “Um Tiro na Asa” (2005) e “Mulher Azul” (2010). Após a exibição de “Porto Príncipe”, às 10 h no GNC Cinemas do Shopping Muller Joinville, haverá um masterclass com a diretora e o ator haitiano Diderot Senat. “Esperamos que todos aproveitem a programação do 4º JIFF, um evento que oferece não apenas entretenimento, mas também um espaço para aprendizado, troca de ideias e networking. Venha se divertir, se inspirar e se conectar no Festival Internacional de Cinema de Joinville.” Alceu Bett produtor executivo do JIFF

MOSTRA CATARINA

Vãnh Gõ Tõ Laklãnõ
Documentário / 24 min
Walderes Coctá Priprá, Barbara Pettres e Flávia Person

Museu de si mesmo
Ficção / 13 min
Ricardo Weschenfelder

Cadê o Bruno
Comédia / 10 min
Bruno Peixoto

Reflexo do meu nome
Ficção / 17 min
Vini Poffo e Sillas H

Bloco dos Corações Valentes
Ficção / 11 min
Loli Menezes

Magnético
Documentário / 22 min
Cassemiro Vitorino e Ilka Goldschmidt

Reservas de Ingressos gratuitos pelo Sympla.

Programação completa no site do evento.

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A diferença entre a literatura e o jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida… Oscar Wilde

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