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Lançamento do livro ‘Missão Fotográfica – Joinville’ revela múltiplas faces da cidade

No dia 22 de junho, sábado, a partir das 10h, será oficialmente lançado no Instituto Internacional Juarez Machado, em Joinville, o livro: “Missão Fotográfica – Joinville”, com curadoria de Daniel Machado e Lucila Horn. A edição conta com 156 páginas, e é resultado de uma missão fotográfica realizada na cidade do norte catarinense, em parceria com o Núcleo de estudos em fotografia e arte – NEFA, com tema “Cartografias da Cidade”, o projeto conta com a curadoria de Daniel Machado e Lucila Horn, sendo financiado pelo Mecenato Municipal de Incentivo à Cultura do Sistema Municipal de Incentivo à Cultura, o SIMDEC e será disponibilizado tanto impresso como on-line. No mesmo dia do lançamento, haverá uma roda de conversa com os fotógrafos participantes do projeto, mediados pelos curadores.

O processo de construção da edição gráfica, foi iniciado através de convocatória aberta, na qual foram selecionadas 13 propostas de projetos autorais, as quais foram desenvolvidas durante o ano de 2023, para compor a publicação. Com o objetivo de explorar as identidades regionais da cidade, os artistas foram questionados sobre a cidade como fenômeno cultural e lugar físico de trocas materiais ou simbólicas, e a partir de seus projetos iniciais, desenvolveram o trabalho de documentação poética, criando interlocução entre os diversos autores, todos residentes em Joinville, o projeto também terá a criação de uma projeção multimídia com as respectivas imagens captadas durante a missão fotográfica. Os 13 participantes da residência artística ainda tiveram a oportunidade de realizarem um workshop com Marcelo Greco e participarem de 4 palestras, com os seguintes profissionais da fotografia: João Roberto Ripper, Laura Lavergne, Marcelo Fernandes e Flávio Fernandes.

Na contemporaneidade, a fotografia tem papel importante nas nossas referências visuais, memórias e recordações, e no contexto desta missão fotográfica, cada um dos artistas envolvidos, trouxe ao público suas questões sobre a cidade, apresentando e criando leituras a partir das suas vivências para nos fazer refletir e alimentar a memória das próximas gerações.

Ao combinar o trabalho em equipe com as individualidades de cada fotógrafo, as pesquisas foram orientadas a partir do caráter autoral dos participantes, para então realizar uma coleção de ensaios fotográficos, uma documentação poética sobre nossa identidade, promovendo Joinville em encontros de fotografia no Brasil e América-latina e no contexto dos Festivais e Editais de fotografia. A cidade é entendida neste projeto que será lançado, como parte do contexto da fotografia nacional e internacional, mas também como lugar de produção que precisa estabelecer seus circuitos internos. Desta forma, a missão propôs explorar artisticamente as identidades de artistas e da região, lançando questionamentos sobre a divisão do território, fenômeno cultural e lugar físico de trocas materiais ou simbólicas, para fomentar a relação da produção e pensamento fotográfico contemporâneo como prática local e de diálogo com o universal. Esta missão buscou colocar a produção fotográfica contemporânea de Joinville no circuito latino-americano e fomentar os artistas selecionados a participarem do circuito contemporâneo de eventos e editais no campo da fotografia.

Uma missão fotográfica

Historicamente, as “Missões Fotográficas”, nasceram de um impulso de documentação, ligada ao imperialismo colonialista europeu, que com o desejo de tudo abarcar por meio da imagem técnica levou diversos fotógrafos a missões de documentação ao longo do século XIX.

Porém, o conceito de missão no fazer contemporâneo mudou, e ainda que esteja vinculado a uma proposta permanente ou ocasional, que confia a artistas, fotógrafos ou grupo uma documentação sobre um território, atualmente aponta a relevância para a formação de arquivos para a memória, com a criação de documentação que se encontra no limiar entre documento e arte, compreendendo seu valor subjetivo e autoral. Neste sentido, a Missão Fotográfica Joinville foi pautada no princípio de troca entre diversos olhares para o território joinvilense, e seu resultado é um grande diferencial no momento em que vivemos uma crise de documentação, na qual as representações, inclusive territoriais, se mostram excessivamente repletas de imagens padronizadas e clichês, sem possibilidade de conter identidades, subjetividades, diversidade e muito menos a memória visual a ser deixada para nossos descendentes.

Propondo um retorno a lugares de memória a partir da poética fotográfica, esta missão combinou o trabalho em equipe com as individualidades de cada fotógrafo, para então apresentar esta coleção de ensaios fotográficos, onde a cidade é entendida como lugar de produção artística e cultural diverso, e que assim pode fomentar a relação da produção e pensamento fotográfico contemporâneo como prática local em diálogo com o universal. A opção por materializar este projeto em um livro está no entendimento de que este é um espaço expositivo democrático e de maior alcance, que se alinha com os movimentos atuais de publicações (feiras, encontros, festivais) muito importantes na formação e difusão dos trabalhos fotográficos contemporâneos.

Fotógrafos participantes do projeto

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A diferença entre a literatura e o jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida… Oscar Wilde

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