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Joinville recebe resultado de estudo que mostra o impacto na aprendizagem durante a pandemia

A Secretaria de Educação de Joinville recebeu e analisa os resultados das avaliações realizadas com alunos de 2º, 5º e 9º ano do Ensino Fundamental em dezembro de 2021 para identificar os níveis de proficiência e desempenho ao fim destes três importantes ciclos da Educação Básica.

O estudo demonstrou que as maiores perdas de aprendizagens ocorreram entre os alunos de 9º ano. Porém a pandemia de Covid-19, que levou ao ensino em formato remoto durante praticamente todo o ano letivo de 2020 e em formato híbrido nos primeiros meses de 2021, também causou uma pequena redução no aprendizado dos alunos dos anos iniciais.

“Já esperávamos uma queda em função do tempo em que os alunos ficaram sem aulas ou com carga horária presencial reduzida devido à pandemia, mas é uma perda recuperável com as ações que iremos empreender a partir deste processo de diagnóstico e de aulas de recuperação”, analisa o secretário de Educação de Joinville, Diego Calegari.

Cerca de 14,3 mil alunos participaram das avaliações. Eles responderam a questões de Língua Portuguesa e de Matemática, aplicadas em formato de teste impresso e de forma presencial. As questões foram baseadas na matriz de referência do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), conjunto de avaliações realizado a cada dois anos com alunos de 5º e 9º ano de todo o país.

A comparação entre o desempenho dos estudantes de 5º e 9º foi baseada nos resultados do Saeb 2019, ano anterior à pandemia. Já para os alunos do 2º ano, o estudo foi realizado como um referencial para analisar a aprendizagem das crianças que ingressaram no Ensino Fundamental e passaram pelo processo de alfabetização entre 2020 e 2021.

Isso porque a última avaliação nacional de alfabetização ocorreu apenas de forma amostral no Saeb 2019, ou seja, não contemplou todos os estudantes e escolas municipais de Joinville para gerar dados para comparação.

Primeiro ciclo municipal de avaliações

O estudo foi realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), instituição com a qual a Secretaria de Educação firmou contrato para aplicação das avaliações em larga escala nas escolas públicas municipais de Joinville. O programa municipal foi batizado de “Bússola – Avaliação para Reorientação”, e a partir de 2022 promoverá cinco avaliações anuais.

A primeira do ciclo, que tem caráter de diagnóstico, ocorre a partir desta segunda-feira (21). Os resultados destas avaliações serão analisados pelos professores e gestores das unidades escolares. A partir deles, será possível identificar as aptidões e possíveis defasagens de cada aluno e planejar ações para recomposição das aprendizagens, quando necessário.

Os dados gerados pelas avaliações somativas (de dezembro de 2021) e diagnósticas (de fevereiro de 2022) também contribuirão para que a Secretaria de Educação realize um diagnóstico de forma personalizada das necessidades de cada escola.

Com isso, será possível traçar ações estratégicas para oferecer suporte a professores e gestores a partir da realidade da unidade escolar e do contexto socioeconômico em que ela está inserida, como compra de materiais didáticos, criação de projetos e contratação de formações a professores e diretores.

Entre as ações desenvolvidas para apoiar a recuperação da aprendizagem está o projeto Aprender Mais, que terá início nas próximas semanas, com o objetivo de potencializar o aprendizado de cada aluno para a consolidação de habilidades não desenvolvidas em Língua Portuguesa e Matemática.

Os educadores que atuarão neste projeto terão acesso aos resultados de cada aluno e, a partir deles, irão planejar ações diferenciadas. O atendimento poderá ocorrer em sala de aula, como apoio ao professor regente, ou em formato de contraturno, com aulas de recuperação.

“As ações de recomposição de aprendizagem irão focar nas necessidades de cada aluno em sua individualidade, mas faremos ações em nível de aluno, de turma, de escola e de rede. Nosso foco é garantir que todos os alunos terminem o Ensino Fundamental aprendendo o que é adequado para a faixa etária”, afirma Calegari.

Folha

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