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Investimentos no Porto de Itapoá devem ultrapassar R$ 850 milhões até 2024

A informação foi apresentada pelo presidente do Porto, Cássio Schreiner, em reunião na FIESC, nesta quarta-feira, dia 16. Em 2021, o volume de exportações por Itapoá cresceu 65% ante 2020. Ainda no encontro, a deputada Ângela Amin fez um balanço da sua gestão à frente do Fórum Parlamentar, e demonstrou preocupação com o ritmo das obras da BR-470.
Reunião foi realizada nesta quarta-feira, dia 16 (foto: Filipe Scotti)


 Os investimentos no Porto de Itapoá devem ultrapassar R$ 850 milhões até 2024, informou o presidente do Porto, Cássio Schreiner, durante reunião na Federação das Indústrias (FIESC), nesta quarta-feira, dia 16. “É totalmente da iniciativa privada para suprir o crescimento de volume que temos. Essa expansão vai contemplar o incremento de mais de 200 mil m² de pátio para armazenagem de cargas. Teremos um armazém que pode chegar a 30 mil m², além da implantação do terceiro berço”, explicou. Com os investimentos, a capacidade do porto aumentará de 1,2 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs.

Schreiner disse que o porto está entre os cinco maiores operadores de contêineres do Brasil. Em 2021, o volume de exportações por Itapoá cresceu 65%. “Esse salto tem uma explicação que é um serviço com melhor transit time (tempo de trânsito) entre o sul do país e a Ásia. Isso trouxe competitividade e um fluxo expressivo. Por isso, esse crescimento em relação ao volume operado em 2020″, disse. Ainda no período, a receita líquida cresceu 17% e a geração de caixa teve alta de 51% (EBITDA).

Apesar dos resultados positivos, Cássio destacou que o porto precisa de um calado que permita a entrada de navios maiores – de até 400 metros. “Tem um projeto de licenciamento que começou em 2012, mas até hoje não teve a autorização para ter a curva suavizada para a entrada das embarcações, assim como a profundidade para a entrada de navios maiores”, explicou. Segundo ele, essa já é uma demanda dos armadores que operam no Brasil, mas que hoje estão limitados a embarcações de 350 metros.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou que a Baía da Babitonga tem um potencial enorme em termos de movimentação de navios. “Dada a tendência mundial de recebermos navios maiores, os investimentos são relevantes para que essas embarcações possam operar no estado. O porto é um indutor de desenvolvimento”, afirmou. Ele observou que Santa Catarina transforma cerca de 60% do total do cobre do país – principalmente em Joinville. “E isso acontece exatamente pela eficiência do Porto de Itapoá. Agora, o porto aguarda a tão necessária retificação do canal de acesso. Inclusive, é um trabalho que o Fórum Parlamentar pode ajudar”, declarou.

De forma virtual, a deputada Ângela Amin fez uma prestação de contas à frente do Fórum Parlamentar. “Assumi o Fórum no dia 30 de março de 2021 e entregarei no dia 30 de março de 2022”, disse. Em sua apresentação, ela informou que foram realizadas 15 reuniões para debater questões relativas à infraestrutura, como o Plano Nacional de Logística e Transporte (PNL), recomposição de cortes no orçamento da União, desestatização dos portos, duplicação de trechos urbanos de rodovias federais, além da defesa de ferrovias para Santa Catarina. “O Fórum tem atuado claramente em situações importantes na infraestrutura para Santa Catarina e garantiu a inclusão do trecho Cascavel-Chapecó para o suprimento de milho para a região Oeste do estado”, disse.

Ângela demonstrou preocupação com o andamento das obras da BR-470. “Vamos acompanhar mês a mês para que a bancada venha a ser informada do ritmo das obras. E nos preocupa. Esse final de semana fui a Indaial e o ritmo realmente nos deixa indignados”, declarou. Também participaram da live os deputados Celso Maldaner, Carmen Zanotto, e o senador Esperidião Amin.

Aguiar, da FIESC, parabenizou a deputada pela condução do Fórum, assim como o trabalho realizado pela bancada em Brasília. Com relação à ferrovia Cascavel-Chapecó, ele disse que pode representar um risco para Santa Catarina. “Ela é importante porque resolve o suprimento de milho, mas corremos o grande e grave risco de perder cargas frigorificadas para o Porto de Paranaguá. Temos que trabalhar urgentemente para que Santa Catarina tenha um projeto ferroviário que valorize os nossos portos. É uma dívida que o estado tem com os investimentos portuários”, alertou.

O presidente da FIESC disse ainda que é importante que o Fórum Parlamentar cobre a ANTT em relação à aprovação de um pacote de obras que já está orçado para melhorar a fluidez e a segurança do trecho norte da BR-101. “São investimentos privados, com impactos não significativos em termos de pedágio, mas que serão significativos em termos de trafegabilidade e segurança da rodovia. É importante cobrar da ANTT a liberação dessas obras”, completou.

Folha

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