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Editorial: Aonde foi que a humanidade afundou?

Na bandeira do Rio Grande do Sul temos estampadas três importantes palavras para todos nós, gaúchos ou não, “Liberdade Igualdade Humanidade”, e cada uma delas representa uma batalha árdua por espaço e respeito.

Mas, por estes dias, a liberdade e igualdade dão espaço à humanidade num grito de misericórdia. Num grito desesperado por ajuda. Por um chão firme. Por um copo d’água e um teto para se abrigar.

Ouvi ontem de uma catarinense que viveu literalmente as cheias do seu estado que agora sentia que estava muito pior. 

E está.

Nunca vai ser só uma enchente, e isso independente do lugar que aconteça. Toda vez que existe uma catástrofe climática perde-se muito mais do que cifrões podem contabilizar.

No entanto, não êxito em concordar com a minha vizinha, porque agora estamos vendo um estado inteiro desmoronar. 

Financeiramente, fisicamente, psicologicamente.

É difícil tentar criar uma narrativa otimista imediata, quando vivemos a tensão de mais chuva, ventos de 100km/h e queda brusca da temperatura.

Parece que nada pode piorar, mas no meio disso presenciamos discurso polarizados sobre política, fake News (muitas fake News) e discursos xenofóbicos.

Porém, de tudo que falta para aquela gente, eu arrisco a dizer que hoje o que eles mais precisam é de um olhar mais humanizado do próximo.

Para! Está tudo errado!

Assim como eu, muitos estão aterrorizados e decepcionados com seres que não conseguem ter dimensão do impacto negativo que espalhar algo sem confirmação e, especificamente nesta situação, que coloca em risco a vida de tantas pessoas.

Aonde foi que a humanidade afundou? 

Não, não foram nestas águas e nem foi agora.

Porque infelizmente esse tipo de catástrofe de caráter já observamos há tempo.

Como gaúcha, mãe, mulher, ser humano, por favor ajude.

Se você não tem condições de doar itens materiais, doe sua humanidade.

Seja colaborativo, justo e não fale nada que não possa confirmar.

Para o meu povo, que nunca foge das lutas, força!

Vocês não estão sozinhos.

Andrini Vieira
Colunista

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