FOLHA METROPOLITANA Jornal diário de Joinville e Araquari

Quem SomosAnuncieContato

   jornalismo@folhametropolitana.com

Assistência Social inicia treinamento de novos participantes do Famílias Acolhedoras

Nesta quinta-feira (31), a Secretaria de Assistência Social de Joinville (SAS), inicia a formação de novos candidatos ao serviço Famílias Acolhedoras.

O grupo é formado por 13 pessoas. Todos se inscreveram pelo site da Prefeitura de Joinville, receberam visita domiciliar da equipe técnica do serviço de acolhimento familiar da SAS e passaram por entrevista psicossocial.

Após serem habilitados nessas etapas, irão participar, a partir de hoje, de quatro encontros onde serão abordados diferentes temas.

Neste primeiro, serão apresentadas informações sobre assistência social e a política da infância no Brasil. Nos próximos, que acontecerão até o dia 13 de abril, os participantes irão conhecer mais sobre as atribuições da equipe técnica do serviço e como funcionam os processos judiciais pelos quais passam as crianças e adolescentes em situação de acolhimento; os benefícios do acolhimento familiar e as responsabilidades das famílias acolhedoras; e, finalmente, o estabelecimento e rompimento de vínculos.

Concluído o treinamento, os candidatos receberão a devida documentação e serão habilitados como famílias acolhedoras.

De acordo com a coordenadora do serviço de Acolhimento Familiar da SAS, Patrícia Caetano, atualmente o município conta com 18 famílias cadastradas, e 8 crianças acolhidas por 7 famílias.

“Precisamos ampliar o número de famílias no serviço para podermos ofertar essa modalidade de acolhimento que é preferencial”, afirma Patrícia.

Acolher e se doar

Entre os novos aspirantes ao serviço, está a nutricionista e servidora pública aposentada, Juraci Teresinha Verdi, que já conhecia o Famílias Acolhedoras, por meio de amigos que participavam do serviço.

Além disso, ao longo da sua trajetória profissional, teve a oportunidade de realizar trabalhos em lares que abrigam crianças afastadas do seu núcleo familiar por determinação judicial, situação que sempre lhe chamou a atenção.

Agora, com mais tempo livre, pretende tornar mais calorosa a vida de crianças que estão longe dos seus lares: “Sempre tive vontade de ajudar, de fazer algo por aquelas crianças. Estou ciente de que será uma convivência temporária e que haverá momentos desafiadores, mas tenho certeza de que é algo que vai me trazer realização”, conta Juraci.

Inscrições sempre abertas

As inscrições para o serviço de Acolhimento Familiar estão sempre abertas e devem ser feitas pelo formulário eletrônico disponível no site da Prefeitura de Joinville (bit.ly/FamiliasAcolhedorasJoinville). O início dos treinamentos de um novo grupo já está programado para o mês de junho.

A Família Acolhedora recebe provisoriamente crianças e adolescentes que estão sob medida de proteção, afastadas do núcleo familiar, por determinação judicial, em residências de famílias cadastradas, selecionadas, capacitadas e acompanhadas. O objetivo é garantir proteção e cuidado a essas crianças e adolescentes.

As Famílias Acolhedoras são voluntárias e recebem um subsídio mensal como apoio financeiro para custear as despesas dos acolhidos.

Pode se inscrever quem tem mais de 21 anos, residente em Joinville por período superior há um ano e que possua renda (individual ou familiar). Não podem participar pessoas que estão cadastradas na lista nacional de adoção. Todos os membros da família devem consentir com o acolhimento. As famílias devem ter tempo para garantir os cuidados essenciais ao desenvolvimento do acolhido.

De acordo com Patrícia Caetano, estudos científicos apontam inúmeros benefícios para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo de crianças em acolhimento familiar, em comparação ao acolhimento institucional.

“Essa modalidade de acolhimento propicia a proteção integral, atenção individualizada e convivência familiar e comunitária, permitindo a continuidade da socialização da criança ou adolescente. Além da medida de proteção, é um ato de amor que faz a diferença na vida de quem está acolhido”, afirma Patrícia.

Folha

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.